Sobre Nós

Somos a turma C do 9º ano da Escola Básica Integrada Cidade de Castelo Branco.

Sobre este Blog

Vai ser utilizado para fixar os trabalhos da disciplina de Área de Projecto dos alunos.

Regime Salazarista

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Entrevista ao senhor Manuel Moroso, nascido a 1 de Julho de 1939, natural de Monte Goula e reformado da Guarda Nacional Republicana. Viveu na aldeia até aos 20 anos de idade.

Em 1960 ingressou nos serviços militares obrigatórios, tendo sido posteriormente colocado na G.N.R, onde prestou serviços em vários pontos do País, atingindo o topo da carreira de sargento (Sargento-Mor).
Manuel Moroso referiu-me que na época de Salazar era um tempo de opressão política, não havendo liberdade de expressão. Vivia-se um período de perseguição política. Quando se estava nos cafés, as pessoas estavam sempre com o medo de conversar, pois tinham receio de estarem a ser espiadas pela PIDE.

Profissionalmente, ganhava por mês pouco mais de 1000 escudos, era trabalho duro e muito controlado, fazendo várias patrulhas a pé, dia e noite.

Como exemplo do controlo duro deste regime, até para a utilização de um insqueiro era preciso estar munido de uma licença; os animais que transportassem carga na via pública teriam de ter uma licença, chamada imposto de trânsito. Os produtores agrícolas também tinham de pagar um imposto sobre o que produziam.

Mais tarde, este regime foi aliviado com a subida ao poder do Doutor Marcelo Caetano.

Com este testemunho, podemos concluir que a vida na época do salazarismo era muito dura e nem sempre justa.

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Gonçalo Ventura

A sociedade alemã nos anos 60/70

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Nos anos 60/70 a sociedade Alemã já estava muito evoluída, todas as pessoas já tinham entrado em sociedade de consumo, ou seja, já possuíam televisão que naquela época ainda era a preto e branco e a 1ª emissão dava só a partir das 16h/17h e também já tinham o seu próprio carro.

Nessa altura, as pessoas começaram a trocar os campos pelas fábricas, nestas só trabalhavam homens e imigrantes, as mulheres alemãs só passaram a trabalhar em meados dos anos 70 e lá o ordenado era superior ao de Portugal.

Na Alemanha as pessoas eram civilizadas, bem-educadas, acolhiam de forma civilizada os imigrantes e tinham uma cultura muito vasta, porque quase todos tinham o 12º ano concluído.

Semanalmente chegavam folhetos às casas das pessoas com os horários das missas ou casamentos, baptizados, comunhões.

Todas as habitações possuíam electricidade, rede de esgotos, canalização e nos quintais havia o seu próprio contentor do lixo e mensalmente fazia-se a recolha do chamado ‘lixo grosso’ que era por exemplo, o mobiliário, electródomesticos, etc.

As ruas estavam todas alcatroadas e sempre limpas e de meia em meia hora havia sempre um transporte público. Nas passadeiras permanecia uma pessoa reformada que ajudava principalmente as crianças e os idosos a atravessarem a estrada.

As escolas primárias estavam todas equipadas com piscina, salas de audiovisuais e grandes ginásios, e para que os imigrantes Portugueses continuassem a aprender a sua língua materna, o Estado pagava a professores para lhes dar aulas.

Não existiam centros de saúde, os médicos possuíam o seu próprio consultório, e as consultas e as idas ao dentista eram gratuitas.Cada pessoa tinha o seu médico de família, e quem precisasse de fazer tratamentos prolongados, tinha direito a 6 semanas de termas gratuitas. Nas aldeias havia no mínimo dois médicos, dois dentistas e uma farmácia.

De facto, podemos concluir que a Alemanha estava muito evoluída, quer a nível da medicina, do ensino e do quotidiano das pessoas.


Nadine Teles

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O país faz a diferença

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A entrada em sociedade consumo depende, em grande parte, do país de residência.

No caso da minha mãe, nascida em 1965, natural de Lourenço Marques (Moçambique), desde que se lembra, sempre teve: frigorifico, rádio, fogão, entre outros. Nesse tempo, já praticava ginástica, adquirindo os respectivos equipamentos (sapatinhas e fardamento), e música.

Em contrapartida, o meu pai, nascido no mesmo ano, entrou em sociedade consumo muito posteriormente, por volta dos anos 80, visto residir numa aldeia de Castelo Branco (Lisga). Isto devia-se ao seu fraco grau de evolução.

Não havia electricidade e por isso não se utilizava o frigorífico. Do mesmo modo, o fogão não era utilizado, pois os alimentos eram cozinhados na lareira. Na aldeia, as pessoas eram pobres, para comprarem gás e fogões a gás.

Uma das coisas que o meu pai realça é o facto de, naquela época (anos 80), apenas usufruir de 2 pares de sapatos, uns para trabalhar e outros para os domingos.

Por aqui se confirma que, apesar da mesma idade, mas residirem em países diferentes, fez a diferença.

Fig. 1 - Sapatos


Fig. 2 - Rádio


Fig. 3 - Frigorífico

Cláudia Dias



Objectivo frustrado

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Quando este trabalho me foi pedido, entrevistei uma retornada de Angola, de nome Genoveva Almeida, que fora para lá com a intenção de criar um colégio para crianças carenciadas.

“ Nessa altura (anos 70) Angola era uma colónia rica em todos os aspectos, tais como petróleo, diamantes, terras férteis, com uma agricultura multifacetada que foi desde o café, algodão até frutos variados.

Quando lá cheguei, fui muito bem recebida, ao contrário do que esperava. Mas, infelizmente, o meu objectivo não foi atingido, porque, após o 25 de Abril, as coisas mudaram drasticamente, tanto para os brancos, como para os pretos. Nesta colónia, instalou-se uma guerra gerada pelos partidos (MPLA, UNITA, FNLA …) que destruíram toda uma vida que havia sido construída por todos aqueles que amavam a sua terra.

Com esta guerra, obteve-se um país caracterizado pela miséria e pela destruição. Assim sendo, tornou-se impossível concretizar o meu objectivo, sentindo-me obrigada a regressar à minha terra.

Foram trágicas as horas que vivi, para sair de um país em guerra. Enquanto esperava pelo avião, aguardei num campo de concentração e, juntamente comigo, esperavam mais de 14000 pessoas, por um voo que nos trouxesse ao inferno em que se tinha tornado o aeroporto de Lisboa.”

Genoveva Almeida

Cláudia Dias