Sobre Nós

Somos a turma C do 9º ano da Escola Básica Integrada Cidade de Castelo Branco.

Sobre este Blog

Vai ser utilizado para fixar os trabalhos da disciplina de Área de Projecto dos alunos.

Diversão pelas ruas

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O meu tio Victor Teixeira tinha 14 anos quando se passou o 25 de Abril em 1974.
Acabara de se levantar cedo e a ia para a escola a pé. Começou a notar tudo muito estranho, a notar muita euforia nas ruas, mas não ligou. Chegou à escola e aí estranhou, a escola estava fechada, com todos os alunos à porta, sem saberem que fazer. Não percebiam nada daquilo, mas viam os tropas a andar de um lado para o outro, a guardar as antenas de telecomunicações.
Foram para casa ver televisão, para tentar perceber o que se passava. Lá mais para a tarde, juntaram-se na rua a cantar os slogans e as músicas que se ouviam na rádio e na televisão.
Juntavam-se aos tropas que estavam a guardar os pontos chaves da cidade, os edifícios públicos e antenas, escreviam no muro com giz ou carvão o slogan “Salvem o general Spínola, para o bem do povo”. Era o favorito do povo.
Com tanta euforia, nem iam para casa, ficavam na rua a ver os movimentos de um lado para o outro da cidade.
Como os pais do meu tio não sabiam o que ia acontecer não o deixavam sair tanto, pediam-lhe para ele não falar do assunto. com medo da PIDE. As pessoas, na cidade, ainda desconfiavam das pessoas, apesar de tudo já ter acabado. Preferiam esperar que tudo terminasse.
Quando isto tudo acabou, diariamente, as tropas iam retirar as fotos de Salazar às salas de aulas que até lá eram obrigatórias.


Joana Rita Gonçalves


Festa do 25 de Abril de 1974

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Manuel Cardoso era soldado da Guarda-Fiscal, na altura de 1974. Na noite do 25 de Abril, estava de sentinela, no posto da Cruz da Pedra. No meio da noite, ligaram o rádio e começaram a ouvir “Houve um golpe de estado.” “Houve um golpe de estado.”

Durante toda a noite, não se ouvia outra coisa no rádio. Quando amanheceu, Manuel Cardoso estava a preparar-se para ir para casa, quando o capitão Salgueiro mandou todos os soldados ficar de prevenção. Continuaram o serviço, enquanto o capitão Salgueiro esperava no seu gabinete se era necessário actuar ou não.

“Foi tudo muito pacífico, o pessoal recebeu aquilo tudo com satisfação e alegria.”, afirma Manuel Cardoso.

O capitão Salgueiro Maia ordenou às tropas que fossem para o Quartel do Carmo, onde estava escondido Marcello Caetano. Lá para o final do dia, Marcello, finalmente, rendeu-se.

25 de Abril, Lisboa.


“Foi uma alegria para nós, finalmente pudemos ir para casa.

Houve manifestações, uns gritavam para ali, outros gritavam para outro lado, tudo a festejar. Distribuíram cravos às pessoas, na rua. Era uma festa!”.

Manuel Cardoso conta que nunca se sentiu tão satisfeito, como naquele momento.


Manifestação no meio da rua


Joana Rita Gonçalves